Série Benchmarks LATAM

Dados calibrados para
o mercado que existe,
não para o que se imagina.

Relatórios técnicos de benchmark para análise de dealflow em venture capital na América Latina. ARR por estágio, churn por vertical e múltiplos históricos de saída — com dados IBGE, BCB, LAVCA e Crunchbase. Metodologia explícita. Licença CC BY 4.0.

3 Relatórios publicados
312 Eventos de saída analisados
147 Empresas SaaS B2B na amostra
2010–2026 Cobertura temporal
Relatórios disponíveis

RELATÓRIO 01 · ABRIL 2026

ARR Benchmarks:
SaaS B2B Brasil vs. EUA

ARR mediano por estágio de rodada, crescimento YoY, CAC Payback e NRR calibrados para startups SaaS B2B brasileiras. Propõe os LATAM-Adjusted Benchmarks (LAB) como alternativa ao T2D3 e métricas Bessemer aplicadas diretamente a mercados emergentes.

ARR por estágio Crescimento YoY CAC Payback NRR threshold LAB benchmarks

Fontes: IBGE/SIDRA · BCB · LAVCA Deal Monitor · Crunchbase · Bessemer/OpenView SaaS Metrics

Baixar PDF

RELATÓRIO 02 · ABRIL 2026

Churn Tolerável
por Vertical em LATAM

Benchmarks de churn anual de logo e de receita para SaaS B2B, desagregados por vertical e segmento de cliente. Inclui análise da correlação entre ciclos de alta da taxa Selic e aumento de cancelamentos em PMEs brasileiras, com estimativas por período 2020–2026.

Churn por vertical Churn por segmento Efeito Selic Churn macro vs. produto LAB thresholds

Fontes: BCB/SGS · Boletim Focus · LAVCA · Pesquisa direta Daat AI (n=89)

Baixar PDF

RELATÓRIO 03 · ABRIL 2026

Múltiplos de Saída
Históricos: VC Brasileiro

Análise histórica de 312 eventos de liquidez no ecossistema de VC brasileiro entre 2010 e 2025. MOIC por estágio de entrada, IRR em BRL e USD por safra, tempo mediano até saída por vertical, e múltiplos EV/Receita por tipo de evento — IPO B3, aquisição estratégica e secundária.

MOIC por estágio IRR BRL vs. USD Tempo até liquidez EV/Receita por exit Dispersão P25/P75

Fontes: LAVCA · Capital IQ (S&P Global) · CVM · Crunchbase Pro

Baixar PDF
Sobre esta série

Por que benchmarks importados distorcem a análise

A maioria dos memorandos de investimento em fundos de venture capital na América Latina utiliza, de forma implícita, métricas de desempenho derivadas do mercado norte-americano — ARR, crescimento T2D3, CAC Payback de 12 a 18 meses, NRR de 120%. Essas referências foram estabelecidas em contextos de juros estruturalmente baixos, alta penetração de pagamento digital e ciclos de venda curtos.

O Brasil opera em condições estruturalmente diferentes: taxa Selic acima de dois dígitos, taxa de informalidade de trabalhadores próxima a 38% na média nacional (PNAD Contínua/IBGE), penetração de cartão corporativo ainda baixa em PMEs do interior, e ciclos de decisão de compra significativamente mais longos para software B2B. Aplicar benchmarks importados sem calibração produz dois erros opostos: rejeição de empresas saudáveis e aprovação de empresas com crescimento inflado por condições de mercado não sustentáveis.

O que são os LATAM-Adjusted Benchmarks (LAB)

A série Benchmarks LATAM do Daat AI propõe um conjunto de métricas calibradas para o mercado brasileiro, denominadas LATAM-Adjusted Benchmarks (LAB). Os LABs não são simplesmente um desconto linear aplicado sobre os benchmarks norte-americanos — são derivados de análise empírica de empresas reais, com metodologia explícita e fontes primárias identificadas.

O ARR mediano no Seed brasileiro equivale a aproximadamente 65% do benchmark norte-americano, quando convertido pela taxa de câmbio média — não por inferioridade de execução, mas por diferença estrutural de mercado endereçável imediato, penetração digital e poder de compra das PMEs locais. O NRR threshold relevante para SaaS B2B voltado a PMEs brasileiras é 105%, não 120%. O CAC Payback aceitável para Mid-Market é de 18 a 28 meses, não 12 a 18.

Churn macroeconômico vs. churn de produto

Uma das contribuições centrais desta série é a distinção operacional entre churn macroeconômico — causado por pressão financeira sobre o cliente, como aumento de juros e contração de crédito para PMEs — e churn de produto, indicativo de falha de valor entregue. A correlação entre ciclos de alta da taxa Selic e aumento de cancelamentos em SaaS B2B para PMEs é documentada e quantificada: estimamos 2 a 5 pontos percentuais de churn adicional em períodos de Selic acima de 13% ao ano.

Essa distinção tem consequência direta para análise de dealflow: empresas que mantiveram churn estável durante o ciclo de alta 2021–2023 demonstram robustez de produto superior à mediana, um sinal positivo que snapshots de churn atual não capturam.

Múltiplos de saída e o horizonte real de liquidez

A análise de 312 eventos de liquidez documentados no ecossistema de venture capital brasileiro entre 2010 e 2025 sustenta conclusões operacionais relevantes para a construção de casos de saída. O tempo mediano entre o primeiro aporte institucional e o evento de liquidez é de 8,2 anos — significativamente superior aos 6,5 anos medianos observados no mercado norte-americano para Série A.

A compressão de múltiplos de IPO na B3 após 2021 — de mediana 14x para 7x EV/Receita — requer que casos de saída via mercado público sejam tratados como upside, não como tese principal. A variação cambial BRL/USD entre entrada e saída é um risco de fundo sistematicamente não modelado, capaz de reduzir o IRR em USD em 6 a 10 pontos percentuais em relação ao IRR em BRL na mesma operação.

Fontes primárias

Dados macroeconômicos

Dados de mercado de VC

Benchmarks internacionais

Tópicos
benchmarks LATAM venture capital ARR SaaS B2B Brasil churn tolerável LATAM múltiplos saída VC Brasil IRR venture capital brasileiro MOIC LATAM CAC Payback Brasil NRR benchmark Brasil dealflow intelligence due diligence startups LATAM tempo liquidez VC Brasil Selic impacto SaaS IPO B3 tech múltiplos crescimento ARR mercados emergentes Kaszek Monashees Astella benchmarks